Eleito novo presidente
do Tribunal de Justiça de Mato Grosso nesta quinta-feira (20.10), o
desembargador Rui Ramos Ribeiro pretende administrar o Poder Judiciário no
biênio 2017/2018 focado na prática jurisdicional. Em entrevista coletiva
concedida após a eleição realizada pelo Tribunal Pleno, o desembargador afirmou
que sua gestão será voltada para o pragmatismo e para a prestação de serviços,
que é dever do Poder Judiciário.
“Nossa expectativa é
sempre voltada para o pragmatismo. Não adianta fazermos ideologias, muitas
ideias futuristas, que disso todos nós estamos cansados. Precisamos de aspectos
práticos, que se cumpra o que é possível de se cumprir. Buscaremos um trabalho
diuturno, simples e eficaz”, enfatizou.
Rui Ramos Ribeiro
ressaltou que o Judiciário é um Estado de caráter social e não um Estado
político-eleitoral, como o Executivo e o Legislativo, e por isso deve cumprir
seu papel diante da sociedade. “Eu tenho um serviço a prestar à comunidade,
tenho direitos constitucionais e infraconstitucionais e eles seguramente serão
exigidos. Todas as medidas - judiciais ou não - serão tomadas porque eu não
posso ser apenas um garantidor de salário dos servidores e magistrados. Tenho
um trabalho a prestar a todos”.
Um dos aspectos mais
esperados pelos servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso com a eleição da
nova diretoria é o diálogo. Quanto a isso, o presidente eleito externou uma
preocupação especial e garantiu que dará atenção a todo o quadro funcional do
PJMT. “Os servidores são heróis anônimos. Desconhecemos os servidores que estão
nas comarcas, que estão na ponta. Também não conheço todos os magistrados. São
pessoas que estão ali em uma luta tremenda, porque essa modificação mostrada na
Justiça em Números não foi por milagre, foi por trabalho diário, foi por
esforço dessas pessoas e por isso elas merecem uma aproximação. Temos que ir
aos polos ouvi-las. Quando preparar um projeto, é preciso ouvir os colegas e é
isso que vamos fazer”, destacou.
Uma das preocupações do
futuro presidente diz respeito a metas de médio e longo prazo. Ele reconheceu
os avanços obtidos com o planejamento executado na gestão do atual presidente,
desembargador Paulo da Cunha, e agora planeja executar ações mais longas.
“Nenhum de nós vai conseguir salvar o mundo em dois anos. Tivemos um excelente
desempenho em 2015, nas metas rápidas, em curto prazo. Temos muito trabalho a
médio e em longo prazo a ser preparado também”, observou.
Histórico - Nascido na
cidade de Bauru (SP), o desembargador Rui Ramos Ribeiro tem 58 anos. Graduou-se
na Faculdade de Direito de Bauru – Instituto Toledo de Ensino, em 1982, e
passou a fazer parte da magistratura de Mato Grosso como juiz de Direito em 4
de dezembro de 1986. O então juiz iniciou sua carreira na Comarca de Rosário
Oeste (128 km ao norte de Cuiabá) e passou pelas comarcas de Pontes e Lacerda,
Diamantino e Cáceres até ser promovido à Capital, em 1993.
Atuou como juiz da Vara
Especializada da Justiça Militar (1993 a 1996), 6ª Vara Criminal (1996 a 2003),
diretor do Fórum Criminal (1998 e 1999), juiz convocado para compor Câmaras
Criminais Isoladas, Reunidas e Tribunal Pleno (1994 a 2003), juiz auxiliar da
Corregedoria-Geral da Justiça (1999 a 2001), e juiz substituto de Segundo Grau
(2003 a 2004). Por merecimento, em 16 de dezembro de 2004 foi promovido a
desembargador do TJMT, tendo atuado como diretor da Esmagis entre os anos de
2009 e 2011 e vice-diretor de 2007 a 2009.
No âmbito do Tribunal
Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o desembargador também teve ampla
atuação: foi juiz eleitoral de 1986 a 2001, em períodos alternados, passando
pela Capital, Rosário Oeste e Pontes e Lacerda; membro substituto do Tribunal
em 2003 e 2004; coordenador da propaganda política das eleições de 2004;
diretor da Escola Judiciária Eleitoral (2009 a 2012), vice-presidente,
corregedor e alcançou a Presidência no biênio 2011/2013.
Desde que se mudou para
Cuiabá, o desembargador sempre mesclou a carreira da magistratura com o
magistério. É professor da disciplina de Direito Penal na Universidade de
Cuiabá (Unic), na Escola Superior da Magistratura do Estado de Mato Grosso
(Esmagis) e na Escola Superior do Ministério Público do Estado de Mato Grosso
desde 1994, além de ter trabalhado no Curso de Formação de Oficiais da Academia
da Polícia Militar, lecionando a disciplina de Direito Penal Militar.
Recentemente ele foi
nomeado pela Corregedoria Nacional de Justiça como coordenador regional da
região Centro-Oeste e Estado de Minas Gerais entre os anos de 2014 e 2015 e
atuou como desembargador auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça no
período de dezembro de 2015 a julho de 2016, por nomeação da ministra Nancy
Andrighi.
Títulos e homenagens -
Em 2006 foi conferido ao desembargador o grau de Comendador pela Ordem do
Mérito de Mato Grosso, bem como pelo Mérito Judiciário do Trabalho, conferido
pelo Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (23ª Região). Dois anos
antes, ele recebeu a condecoração de Cidadão Cuiabano, além de ser premiado com
a Medalha Ministro Franciulli Netto, do Colégio Permanente de Diretores de
Escolas Estaduais da Magistratura. Em 2014, foi admitido no corpo de graduados
especiais da Ordem do Mérito Militar, no grau de oficial conferido pelo Ministro
de Estado da Defesa do Brasil à época, Celso Amorim.
Fonte: TJ/MT
Foto:TJ/MT
