Representantes dos
Oficiais de Justiça Avaliadores de Mato Grosso (SINDOJUS/MT), da Associação dos
Servidores do Poder Judiciário (ASPOJUD), Sindicato dos Analistas Judiciários
(SINAJ), Associação dos Técnicos Judiciários (Astejud), manifestaram, nesta terça-feira
(30.01), preocupação com o possível fechamento de Comarcas, redução da jornada
de trabalho, atraso salarial, por conta do anúncio do governo do Estado, em
cortar 20% do duodécimo ao Poder Judiciário.
Eles se reuniram com a
Diretoria do Tribunal de Justiça e manifestaram apoio ao presidente do Poder
Judiciário, desembargador Rui Ramos, em recusar a proposta de pagamento do
duodécimo feita pelo governador Pedro Taques.
Os representantes dos
servidores do Judiciário coadunam com o desembargador Rui Ramos, que os valores
propostos pelo Governador, são inferiores aos necessários para a manutenção dos
serviços jurisdicionais, realizados nas 79 Comarcas do Estado.
Para eles, o governador
Pedro Taques não pode tratar o Poder Judiciário, da mesma forma que trata os
outros órgãos, sem levar em consideração o número de comarcas, infraestrutura e
manutenção para o bom funcionamento da Justiça Mato-Grossense.
Os representantes dos
servidores decidiram aguardar os próximos dias, na expectativa que o governador
Pedro Taques reavalie seu posicionamento quanto ao valor do repasse do
duodécimo ao Judiciário.
Caso não haja acordo, e o
governador leve adiante sua proposta de redução de 20%, os servidores irão
desencadear uma operação "lentidão" em todas as 79 Comarcas do
Estado. Eles irão trabalhar em regime de plantão e apenas os processos e
mandados de extrema urgência terão andamento; os demais ficarão parados até que
o governador efetue os repasses em dia para voltarem a normalidade dos
trabalhos.
Por fim, decidiram que
irão desencadear uma campanha, para mostrar à sociedade o 'compromisso' do
governador Pedro Taques com à Justiça no Estado.
Fonte: Edina Araújo/Assessoria Sindojus/MT
Foto: Edina Araújo

